No dia 17/02/2007 foi ao ar no programa Jô Soares uma entrevista com os autores Fábio Rodrigues e Thales Fernandes a respeito do seu mais novo livro O Grande Jogo Cósmico. Relatamos ela aqui integralmente, juntamente com alguns trechos de entrevista com a Parallel Universal Studios, agência que publicou o livro.
"Quando Fábio e Thales mostraram o livro para nossa editora, nem pensamos duas vezes e logo propusemos um acordo", diz Carlos Jundir da Cunha, consultor literário da Parallel Universal Studios.
"O livro não era só bom como também criava um novo estilo literário, inovador para a época até então", acrescenta Josemar Alfredo Lopez, "Tivemos que pôr as máquinas para funcionar a noite toda para suprir a demanda", complementa ele com um sorriso.
Tamanho sucesso não pareceu surpresa para os dois jovens que trabalharam na escrita da obra por apenas 3 meses.
"A gente começou a fazer esse livro num entediado, chato, e, por que não, monótono dia..." começa Fábio "... e vice-versa" completa Thales.
"Porém, as horas foram se passando e o texto sendo criado" diz Thales. "Aliás, fora deduzido" diz Fábio sorrindo para Thales. "Nós passamos 3 dias inteiros conectados à internet e no final desses 3 dias possuíamos mais de 100 páginas de livro", diz Fábio entusiasmado
Alvo de críticas constantes, principalmente de fanáticos religiosos de todo o mundo, o livro "O Grande Jogo Cósmico", ironicamente, vendeu mais do que a Bíblia Sagrada e foi traduzido para todas as línguas que existem.
"Tem até linguagem especial para as cidades do interior do nordeste brasileiro" diz Thales, feliz de si.
"O Livro basicamente conta a história de Deus e Lúcifer, porém de um jeito mais real e sensato" diz Fábio tirando o seu charuto.
Esses dois promissores e queridos autores, que já foram alvos de atentados de assassinato por 9 vezes só essa semana por grupos de religiosos, foram convidados a participar do programa Jô Soares, sendo que este último leu pessoalmente 7 vezes o livro.
"Me contem mais sobre esse livro. Uma coisa que sempre deixa o leitor assíduo para ler é o grande mistério do livro: Quem é Mao-Rin e por que Deus teme a ele" Pergunta senhor Jô após uma pausa de explicações.
"Você não sabe?!" intriga-se Fábio, quase engasgando com seu charuto.
"E ele ainda teve a cara de pau de falar que leu o livro 7 vezes. Leu merda nenhuma", diz Thales, repreendendo Jô.
"Meninos, Meninos, calma'á" diz Jô com um tom mais sério enquanto os músicos tocavam a típica música de Tom e Jerry "eu li o livro mas são mais de mil páginas, não tem como prestar atenção em cada detalhe".
"Sim, então você assume que é um desatencioso", diz Fábio, com olhar sério.
"E vice-versa" diz Thales, brincando de gangorrar com a poltrona.
A platéia começa a urrar de emoção. Onde já se viu! Criticar o pobre, velho e acabado gordo da barba branca assim, descaradamente?
"Aliás, Jô, você é irmão do Papai Noel?!" pergunta Thales com felicidade.
"Não" diz Jô com uma risadinha "Por que, assemelho-me muito a ele?"
"Não, claro que não. Que estúpido o senhor. Com mais de 80 anos acreditando no Papai Noel, patético" repreende Thales.
"O nível da televisão brasileira decaiu muito nos últimos anos" diz Fábio meio que sonolento enquanto piscava apenas o olho direito freneticamente em sinal de sonolência.
"Errr... eu não acredito em Papai Noel" diz Jô cabisbaixo.
"Ah, então quer dizer que não acredita em lendas bíblicas?! Logo, você não acredita na bíblia?! Logo você não acredita em Deus?! Logo você é ateu?! Tsk tsk, e depois dizem que nosso livro é blasfemo" diz Fábio, reclinando-se para dormir.
"Meu Deus do céu, onde já se viu. O que diabos esse gordo velho está falando? O Papai Noel nunca disse uma mentira sequer, por que não acreditar nele então?" diz Thales sacolejando a cabeça enquanto torcia o pé para a direita em sinal de profunda amargura.
"Er..." diz Jô, tentando pensar em alguma coisa pra falar.
Nesse momento, alguém da platéia levanta em sinal de que quer fazer uma pergunta.
Jô ignora a pessoa, porém Thales e Fábio, ou Fábio e Thales, correm em direção ao espectador.
"Diga nobre senhora, o que gostaria de perguntar? Talvez onde fica o banheiro?" pergunta Thales cutucando a moça.
"Na verdade" diz a senhora, "eu vim aqui pra poder falar que um anjo apareceu pra mim e disse que o livro de vocês é coisa do capeta".
"Ahm?! Como assim?!" diz Fábio indignado "Quer dizer que Lúcifer tá plagiando nosso livro!?"
"Tsk, Tsk, e pensei que éramos amigos", diz Thales balançando a cabeça enquanto ficava de um só pé, para demonstrar sua profunda amargura.
"Meninos!" grita Jô lá de baixo ”por favor, voltemos com nossa entrevista!"
"Eu não quero mais entrevistar você, você não tem graça" diz Thales, com as mãos no bolso.
"Aliás!! Pianista, você sabe tocar a 16ª Caprice!?" diz Fábio correndo até o músico do programa.
"Flautista, me empresta a flauta pra eu tocar Bourree, vamos lá Fábio, me acompanha", diz Thales já começando o primeiro movimento.
Fábio sorrateiramente pega um violão que tava jogado lá perto e começa a tocar uma doce melodia com Thales.
Jô começa a ficar vermelho. Thales pensa que ele comeu pimenta e balança a cabeça.
Fabio nem nota aquilo. Estava olhando um mosquito que voava docemente no céu azul daquele dia escuro.
"Gente, vamos pros comerciais" diz Jô, meio sem graça e meio nervoso. "Que nada, pera aí, a gente não terminou a música ainda" - e os meninos ficam por mais duas horas tocando.
A platéia era constituída por apenas 3 pessoas nesse momento. Carlos, Evaristeu e Josemar.
Ambos adoravam as musicas de Thales e Fábio
"E agora" diz Thales, equilibrando-se na unha do dedinho mindinho do pé esquerdo "vamos começar o programa”.
As cortinas se fecham e todo mundo vai embora.
domingo, julho 22, 2007
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